quinta-feira, 24 de janeiro de 2013




MINHA PELE DE SEDA

Ela o enfeitiçava.
Você dizia...
que sem ela
morria.
Minha pele de seda
nas madrugadas
era toda sua alegria.
Sua mão
corria.
Que viveríamos eternamente juntos
parecia.
Mas quem diria que um dia tudo
morreria?
Tantas vezes minhas mãos percorrem os caminhos
da saudade.
Minha pele de seda está ainda mais
sedosa...
Mais gostosa.
E suas mãos tão distantes...
Tão distante o nosso tempo.
E minha pele vive a me contar
que outro alguém vai chegar e vai me amar.
Porque esta pele gosta que alguém  possa acariciá-la...

SONIA DELSIN

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