ESVAZIANDO
Esvazio-o diante da tarde nua.
Meus olhos não espiam a rua.
Minhas mãos não correm.
Meus dedos não crispam.
Estou leve.
Parece que chego do tai-chi.
Nada consegue me abalar.
Nem a pena que o vento trás.
Nem o ocaso que vai chegar.
O que me toca no fundo d’alma
é esta borboleta que insiste em bailar.
SONIA DELSIN

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