FIM
DE TARDE
Deitada
na rede eu assisto a tarde morrendo.
Ouço
uma música suave e num som bem baixinho.
Parece
que alguém me faz um carinho.
Ninguém.
É
só o vento.
Voo
com o pensamento.
Para
um dia tão distante deste.
Para
uma tarde em que eu ia ao teu encontro.
O
dia estava morrendo.
E
meu coração pulava como cavalo selvagem no peito.
No
mundo eu não via defeito.
Ia
te ver, ia.
Que
alegria teus olhos me percorrendo.
Teu
beijo, tuas palavras.
Agora
o silêncio e a tarde que parece morrer comigo.
Quero
de volta aquele dia.
Quero
de volta a alegria.
SONIA DELSIN

Nenhum comentário:
Postar um comentário