quarta-feira, 30 de janeiro de 2013




MÃOS VAZIAS

Eram umas mãos tão quentes.
Eu dizia.
Que eram diferentes.
Ofereciam...
Se doavam mesmo.
Umas mãos que eu amava.
Adorava.
Mas estas mãos outras se tornaram.
Se transformaram.
De cheias que eram, ficaram vazias.
Frias.
São mãos de quem partiu.
De quem levou.
De quem nada deixou.

SONIA DELSIN

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