MÃOS
VAZIAS
Eram
umas mãos tão quentes.
Eu
dizia.
Que
eram diferentes.
Ofereciam...
Se
doavam mesmo.
Umas
mãos que eu amava.
Adorava.
Mas
estas mãos outras se tornaram.
Se
transformaram.
De
cheias que eram, ficaram vazias.
Frias.
São
mãos de quem partiu.
De
quem levou.
De
quem nada deixou.
SONIA DELSIN

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