quarta-feira, 30 de janeiro de 2013




BALÉ DAS FOLHAS

Eram as folhas e eu no caminho.
Meus passos leves procuravam delas desviar
e o vento parecia cantar.
O vento vinha brincar.
Elas corriam pra todo canto
e parada eu observava.
Aquele balé a pensar me levava.
Por que tanto me preocupar?
Por que me desesperar?
Se somos como as folhas.
Leves, efêmeros.
E também voamos no ar.
Numa fração de segundos podemos
nos transportar.

SONIA DELSIN

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