DESPINDO
OS VÉUS
Ela
deixou que os sete véus descessem...
Um
a um.
No
rosto trazia um ingênuo sorriso.
Um
ar de candura.
De
coisa pura.
Os
olhos não se despregavam
dos
de seu amado.
E
ele os tinha presos ao seu corpo branco.
Quando
o último véu caiu ao chão.
ele
a tomou nos braços e
a
levou dali.
(Dentro
do sonho tudo é possível...)
Fugir
num lindo cavalo branco.
Ganhar
os prados.
O
vento a balançar seus cabelos.
O
galope... Os corpos sobre o animal completamente colados.
Fugir.
Ir...partir...
Tão
lindos... dois enamorados!!!
Conquistar
um lugar.
Viver
pra amar.
Sonhos...
Sete
véus...
Olhares,
corpo branco...
O
cavalo correndo... o vento...
Os
cabelos esvoaçando...
Tudo
tão confuso e de repente o presente ali...
a realidade tão outra.
Sete
véus... lágrimas seu olhar embaçando.
E
lá longe a correr como dois loucos os apaixonados seguem a estrela matutina.
SONIA DELSIN

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