sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013




DESPINDO OS VÉUS

Ela deixou que os sete véus descessem...
Um a um.
No rosto trazia um ingênuo sorriso.
Um ar de candura.
De coisa pura.
Os olhos não se despregavam
dos de seu amado.
E ele os tinha presos ao seu corpo branco.
Quando o último véu caiu ao chão.
ele a tomou nos braços e
a levou dali.

(Dentro do sonho tudo é possível...)

Fugir num lindo cavalo branco.
Ganhar os prados.
O vento a balançar seus cabelos.
O galope... Os corpos sobre o animal completamente colados.
Fugir. Ir...partir...
Tão lindos... dois enamorados!!!
Conquistar um lugar.
Viver pra amar.

Sonhos...

Sete véus...
Olhares, corpo branco...
O cavalo correndo... o vento...
Os cabelos esvoaçando...

Tudo tão confuso e de repente o presente ali...  a realidade tão outra.

Sete véus... lágrimas seu olhar embaçando.
E lá longe a correr como dois loucos os apaixonados seguem a estrela matutina.

SONIA DELSIN

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